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O Butantan oferece 100 milhões de doses, 45 milhões ainda em 2020

Jefferson Rudy/Agência Senado · CC BY 2.0
mortos até este dia148.328725 nas 24 horas anterioressérie das secretarias estaduais (W. Cota, covid19br)

Por ofício ao Ministério da Saúde, o Instituto Butantan oferece 100 milhões de doses da CoronaVac — 45 milhões até dezembro de 2020, 15 milhões até fevereiro de 2021 e 40 milhões até maio. Duas semanas depois, o presidente desautorizaria em público a compra. O contrato só seria assinado em 7 de janeiro de 2021, e as entregas começariam no dia 15.

A sequência, pelo histórico que o próprio Ministério da Saúde apresentou à CPI:

  • 6 de agosto de 2020 — primeira reunião entre o Butantan e o Ministério, informando sobre a parceria com a Sinovac e a capacidade de fornecimento ao SUS.
  • 13 e 14 de agosto — visita técnica ao Instituto.
  • 18 de agosto — ofício do Butantan informando da parceria e pedindo apoio financeiro.
  • 26 de agosto — reunião pedindo apoio para pesquisa, produção e aquisição de doses.
  • 11 de setembro — ofício do Ministério respondendo ao pedido de apoio financeiro.
  • 7 de outubro — a oferta de 100 milhões de doses, com 45 milhões ainda em 2020.
  • 16 de outubro — cronograma detalhado, com 4 milhões de doses já em novembro de 2020.
  • 20 e 21 de outubro — o Ministério anuncia a intenção de comprar 46 milhões de doses; o presidente desautoriza publicamente no dia seguinte.
  • 7 de janeiro de 2021 — assinatura do contrato. As entregas começam em 15 de janeiro.

Perguntado na CPI sobre a relação entre o ministro e o presidente depois do episódio, um dirigente do Ministério da Saúde respondeu: “um manda e o outro obedece”. O diretor do Butantan, Dimas Covas, informou à comissão que as negociações foram suspensas a partir dali.

Três meses separam a oferta de outubro do contrato de janeiro. Pelo cronograma proposto, esses três meses continham 45 milhões de doses.

Vídeos 3

Os vídeos da pesquisa só carregam quando você clica: até lá, nada é pedido ao YouTube por eles.

TV Senado27 de maio de 2021

CPI da Pandemia ouve o diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas - 27/5/2021

Íntegra da oitiva (cerca de 8h54) em que as ofertas de julho, agosto e outubro de 2020 são detalhadas.

TV Senado27 de maio de 2021

Dimas Covas relata dificuldades para negociar CoronaVac com o Ministério da Saúde

Resumo editado pela TV Senado (8 min) com os trechos sobre as negociações.

UOL27 de maio de 2021

Butantan ofereceu 100 milhões de doses da vacina contra covid-19 ao governo federal, diz Dimas Covas

Recorte curto (3 min) do momento em que Covas cita a oferta de 100 milhões de doses.

Imagens 3

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, em pronunciamento na CPI da Pandemia em 27/05/2021, quando detalhou a oferta de 100 milhões de doses feita em 7/10/2020.Jefferson Rudy/Agência Senado · Wikimedia Commons (importada do Flickr do Senado Federal / Agência Senado) · CC BY 2.0 · fonte
Dimas Covas exibe frasco da CoronaVac diante do painel 'A vacina do Brasil', na chegada de lote de 5,5 milhões de doses a São Paulo em 24/12/2020 — doses já estocadas sem contrato federal.Governo do Estado de São Paulo · Wikimedia Commons (importada do Flickr do Governo do Estado de São Paulo) · CC BY 2.0 · fonte
Fachada do Instituto Butantan, em São Paulo, em 09/11/2020.Governo do Estado de São Paulo · Wikimedia Commons (importada do Flickr do Governo do Estado de São Paulo) · CC BY 2.0 · fonte

Matérias 5

Fontes 2

  1. CPI da Pandemia26 de outubro de 2021
    Relatório final da CPI da Pandemia — histórico das tratativas com o Instituto Butantan, reproduzido da Nota Informativa 28/2021-SE/MS

    Senado Federal

    “07 de outubro de 2020 — Ofício S/N do Butantan ao MS ofertando 100 milhões de doses da vacina, sendo 45 milhões até dezembro de 2020, 15 milhões até fevereiro de 2021, e 40 milhões até maio de 2021.”

  2. documento oficial1 de janeiro de 2021
    Nota Informativa 28/2021-SE/MS — histórico das negociações com o Instituto Butantan

    Ministério da Saúde

    sem link público · arquivado em documento reproduzido no relatório final da CPI; original a localizar no SEI do Ministério da Saúde