como a linha do tempo é feita
Metodologia.
Este site faz uma acusação, e acusação só vale se cada linha puder ser conferida. Entra o fato datável e documentado; boato, inferência sobre intenção e reconstituição sem documento ficam fora.
A ordem das fontes.
1
Documento oficial
Diário oficial, contrato, ofício, nota técnica, ata. A preferida, sempre que existe.
2
CPI da Pandemia
Depoimento, documento requisitado, relatório final. Prova do que foi dito; versões em conflito aparecem as duas.
3
Decisão judicial
Acórdão, liminar, denúncia recebida, citados pelo número do processo.
4
Dado público
Painel do Ministério da Saúde, boletins, registro civil, sempre com a data da consulta.
5
Imprensa
Última na ordem. Fato contestado pede dois veículos independentes.
O que chamamos de omissão.
Não é adjetivo. É o evento em que uma autoridade federal, tendo competência e informação para agir, deixou de agir ou agiu em sentido contrário. Faltando documento para um dos três critérios, o evento fica como ação do governo, e o leitor julga.
1
competência
de quem decidiu
2
informação
disponível na data
3
efeito
sobre a medida sanitária
O que há em cada evento.
Fontes sustentam; matérias contextualizam.
O bloco Fontes é o que sustenta o que o evento afirma, na ordem acima. Matérias, imagens e vídeos são material de apoio, reunido em pesquisa à parte: mostram como o fato foi noticiado e visto, mas nenhuma matéria substitui a fonte, e uma divergência entre elas vai para a lista de conferência, não para o texto.
De onde vem o número de mortos.
Nos marcos, o número oficial que o evento cita, em geral o do Ministério da Saúde. Nos demais dias, a série diária das secretarias estaduais de saúde, compilada por W. Cota (covid19br, CC BY-SA 4.0), que difere da oficial por algumas centenas de mortes, porque conta pela data da notificação. Quando as duas se cruzam, o contador fica no número maior: não anda para trás. A curva da capa usa a mesma série e, por cima, a cobertura vacinal do Our World in Data (CC BY 4.0).
Imagens, com crédito e origem.
Toda imagem traz autor, licença e link para onde foi encontrada, e é servida por este site, sem pedir nada a servidor de terceiro. A legenda diz quando a foto é de contexto e não do dia. As que não têm licença livre levam o selo © direitos reservados: quem detiver os direitos e pedir a retirada, será atendido.
Vídeos, onde foram publicados.
O site não hospeda vídeo de terceiro. Na lista de vídeos de cada evento, os do YouTube aparecem com uma imagem servida por nós, e o player só é carregado quando você clica. Os vídeos destacados no evento e os dos depoimentos vêm embutidos da plataforma onde foram publicados, que os carrega ao chegarem à tela. Um depoimento sai do ar se quem o publicou pedir.
Declaração não é omissão.
A etiqueta declaração pública marca a fala de autoridade registrada em fonte oficial que não é, ela própria, ato de governo. Registra-se a posição, com data e fonte; o leitor julga o peso.
Indiciamento não é condenação.
O relatório da CPI é peça política e investigativa: não condena nem substitui processo. É citado nessa condição, dizendo se houve desdobramento judicial.
Depoimento é testemunho.
Não é prova documental, e não é editado para caber na linha do tempo: quando contradiz o registro oficial, a contradição fica.
Correções.
Erro de data, número, atribuição ou contexto: escreva para contato@capela.press com a fonte. A correção sai na hora e fica registrada no pé do evento. Nada é apagado em silêncio.